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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Geração Smartphones

Nós da geração "Y" estamos fadados à dependência tecnológica. Que isso é um grande avanço nos processos da sociedade, é fato. Mas por trás disso há uma preocupação de alguns especialistas sobre a extinção do convívio social.
Anteriormente as pessoas se encontravam, conversavam, se divertiam e tudo isso sem usar aparelhos eletrônicos e redes sociais. Hoje as pessoas mesmo quando se encontram pessoalmente não abrem mão do aparelho.

Há pessoas que dizem que isso é questão de educação, deixar o celular de lado e apreciar o contato pessoal. Há outros que dizem que é um vício e que muitos momentos do mundo real são perdidos em função do mundo virtual. A frase: a internet veio para aproximar quem está longe e afastar quem está perto, tem as suas razões.
Esse assunto me veio a mente por ter tido um encontro de amigos tão prazeroso nesse final de semana, que por uma tarde inteira, deixamos de lado todas as conexões com as redes sociais para um interação simples.
Há alguns dias que tinha me deixado viciar nesse mundo. O último sábado foi capaz de provar que é possível sim, sem nenhum problema, interagir e se divertir LONGE dos smartphones. Não tirando a importância desses aparelhos. Mas já presenciei muitas cenas desconfortantes, ocasionadas por essa dependência que as pessoas criam em torno das redes sociais. 
Podem-se citar questões nas quais as pessoas se sentem mais a vontade ao expressar seus sentimentos e opiniões pela internet, se "escondendo" atrás da tela do celular ou computador. 
Outras questões ligadas ao bullying cibernético. Pra mim também era novidade. Mais acontece, das pessoas ser chacoteada por não estar 24 h conectada. Estranho é quem não está online sempre. Vou continuar estranha então, porque em boa parte das minhas horas vagas, a conexão fica desligada. Ainda não me entreguei totalmente ao vício, e prefiro muito mais conversar pessoalmente com os amigos do que encontrá-los em salas de bate papo.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

O FUTURO PRESENTE

Querida bisavó, estou escrevendo esta carta para que saiba um pouquinho como está o mundo que a senhora me deixou. Bem, assalto virou moda. As pessoas que nunca foram assaltadas sofrem bullying.

Heróis são as pessoas que conseguem sobreviver morando em casas, apesar de que essas casas são bem mais protegidas que as prisões. Um dia, um assaltante entrou aqui em casa e teve que fazer chamada via Skype para meus pais perguntando como ele saía.

Certa vez, encontrei um objeto de papel cheio de nomes e seus significados. Minha mãe disse que era um dicionário e me mostrou uma palavra que não existe mais no idioma português. SAUDADE. Depois de ler o significado acho que é por saudade que lhe escrevo. Talvez essa palavra tenha caído em desuso porque não temos mais contato físico com os outros.

Ainda lembro-me daquela vez, antes da senhora ser levada, em que me mostrou uma coisa calorosa, foi a primeira vez que eu me senti protegido, mesmo com todos os aparatos de segurança em casa eu não me sinto assim. A senhora colocou os braços ao redor de mim e encostou minha cabeça em seu coração.

Eu não sei o porquê da minha mãe preferir uma tela ao meu rosto, o que eu sei é que esse mundo de agora é bem diferente do seu.

Estou com 15 anos agora e, finalmente, aprendi a andar! Isso é muito bom, deveriam ensinar a gente isso antes. Mas minha mãe disse que não há necessidade disso já que passamos 24 horas sentados ou deitados. “Só precisamos das mãos para usar os dispositivos tecnológicos”.

Descobri o que é pôr-do-sol, finalmente. Mas não conseguimos enxergar mais. Além do horizonte agora são as janelas dos edifícios que dão visão para a janela do edifício vizinho. Até no mar está difícil trafegar por causa da poluição. O último rio foi afogado também, porque precisávamos de mais energia.

Bem, é isso bisa, espero que tenha gostado do meu relato. Minha mãe diz que eu não devo escrever para a senhora porque as pessoas velhas não têm mais forças para oferecer ao mundo, mas, sabe bisa, isso não importa. Vou aproveitar enquanto ainda tenho força e dividir um pouquinho com a senhora.

Com carinho real,

Seu bisneto.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Extinção da raça humana

Uma vez ouvi dizer que o grande problema da humanidade são os seres humanos. Outra vez ouvi ainda que somente a extinção de todos eles poderia salvar o planeta. Isso inclui tudo. Salvar as próprias pessoas de si mesmo, os animais, as florestas, as organizações políticas e empresariais do país e do mundo.
Uns dizem que o grande problema da humanidade é a educação. Outros dizem que a tomada de consciência das boas práticas de ética, cidadania, da ideia de democracia, das formas de organização de poder e do fim do jogos de interesse são o único caminho para a sobrevivência da humanidade.
Certa vez publiquei aqui um texto sobre o lixo que as campanhas políticas estavam produzindo desordenadamente. Fato. Mais esse lixo por si só não se joga na rua, nas calçadas e estações de ônibus. São as pessoas que jogam. Sejam elas as pessoas que distribuem ou as pessoas que recebem.
Uma vez, ao ser abordada por um distribuidor de panfletos, me recusei a receber. Não era de políticos, era propaganda de empresas locais. O entregador fez uma cara não muito boa pra mim. Mais ficou muito feliz com a pessoa a minha frente que recebeu, só que ele não viu que essa pessoa jogou o papel no chão.
Outra vez recebi e depositei em uma lixeira. Outra vez fui surpreendida pela expressão do entregador (não era o mesmo).
Difícil entender o porque que, até com várias lixeiras disponíveis e alcançáveis (precisa nem levantar muito o braço para alcançar) as pessoas não utilizam. A estação de ônibus que eu passo todos os dias pela manhã e a noite, não fica sem sujeira mesmo tendo uma pessoa que faz a limpeza por lá todos os dias.

Todos os dias essa estação amanhece suja, cheia de panfletos de todos os meios possíveis jogados no chão.
Estudiosos já diziam que seria necessário a tomada de consciência para que as pessoas tomassem atitudes aceitáveis para uma convivência saudável.
Mais vejo que consciência as pessoas tem. Só não usam. Mas sabem o que fazem, e sabem as consequências. Mais o fato é que as atitudes não mudam com essa conscientização. Assim como sabem que a distribuição de poder atual não resolve os problemas da sociedade. Ainda assim o acomodo permanece e a própria raça humana padece.


Política sem Polis: O dicionário que nos guia

O fazer político do Brasil é algo que eu não consigo entender, tampouco me acomodar a ele. Particularmente, eu acho política fascinante. No entanto, o que chamam de política aqui não passa de uma distorção que originou a calamidade em que nos encontramos hoje.


Política é duelo de ideias. Ataques pessoais são feitos por pessoas que não possuem capacidade de argumentar, quanto mais governar uma nação.

O cenário das disputas políticas deve ser o primeiro local onde impera o respeito à opinião de quem pensa diferente. Os debates políticos se tornaram mais nocivos para crianças do que o sexo explícito nas novelas.

O meu Brasil ideal será quando a política focará em projetos concretos de governo e não em campanhas agressivas ao adversário. Mas isso não é um problema exclusivo da política. Nas mais variadas áreas sofremos com os interesses de corporações acima da ética, acima da responsabilidade social.

Quando o respeito pela democracia estiver acima do egoísmo e da sede insaciável por dinheiro, poderei ter esperança de viver em uma nação. Ao invés de gastarem tempo mostrando o quanto os seus adversários são ruins, deveriam gastar tempo mostrando o quanto suas ideias são boas.


Política se faz por meio de estratagemas e propostas viáveis para chegar ao poder. Talvez o dicionário dos políticos brasileiros necessite de algumas atualizações. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

UFT pelos meus olhos

Minha historia com a UFT começou em 2011, quando decidi fazer um curso superior. A dúvida era qual curso fazer. Dentre as possibilidades o que mais tinha a ver comigo era jornalismo. Não pelo fato de querer ser repórter ou especificamente o jornalismo. Mais por ser um elemento dentro da área de comunicação, que é o que realmente me atrai. Sai de uma formação na área de eventos na antiga ETF - Escola Técnica Federal, atualmente IFTO - Instituto Federal de Ciência e Tecnologia, e decidi fazer comunicação social com habilitação em jornalismo.
Varias vezes pensei em desistir, pois não conseguia me adequar aos tantos critérios do curso. Mais percebi que era falha minha, e somente eu poderia mudar isso, independentemente do curso que eu fosse fazer. Então decidi continuar. E ainda com algumas dificuldades permaneço e tenho certeza que chegarei a formação.
Realmente não tenho muito que dizer da UFT, chego na hora da aula e saio ao final dela. O caminho entre o hall da biblioteca e a uai eu conheço bem. Alguns poucos blocos por onde também só faço passagem. Assim como minha vida na Universidade, só de passagem. Uma vivência única e cheia de histórias pra contar.
As amizades que eu fiz - ou aqueles que um dia me verão na rua e nem me reconhecerão -; as milhares de risadas que dei, essa parte será a que mais sentirei falta; as coisas que aprendi, esqueci e aprendi de novo; ás vezes que me calei por ser ignorante ao ponto de desconhecer determinado assunto (isso que eu nunca conseguirei mudar) e por fim aprendi que nunca saberei o suficiente. 
UFT marcou minha vida, pois é lá que finalizo os meus dias e onde passo boa parte das minhas noites durante esse tempo (maior que o esperado) que estou por lá. E foi lá também que deixei florescer minha paixão por atividade publicitária, que estava bem guardada assim como minha paixão por fotografia. 

Frágeis, do lar e consumistas

Frágeis, do lar e consumistas. A visão global sobre as mulheres é essa. Mesmo com a evolução de tantos aspectos, ainda assim há desrespeito dos direitos iguais das mulheres. Relacionando os assuntos, há alguns dias minha filha de três anos, apareceu com uma informação da qual eu nem imaginava que era possível pensar. "Mamãe azul é de menino, rosa é de menina". Foi o que ela disse. Investiguei e as práticas da creche onde ela passa o dia, não ensinam isso. Pelo contrário, ensinam a igualdade. Até mesmo que meninos também podem brincar de boneca se quiserem. 
Isso já é uma grande mudança. Pois eu mesma aprendi na escola primária essas diferenças de gênero. A imagem da mulher foi construída de tal forma, que eu mesma já vi mulheres que se aproveitam dessa imagem de fragilidade para seu benefício próprio. 
Ainda não foi de forma igualitária que as mulheres passaram a entender o seu papel na sociedade sem se submeter a ninguém. 
Por trás das várias campanhas publicitárias de roupas, sapatos, e principalmente cerveja traduzem um papel generalista e machista da mulher. De forma geral, mais principalmente no Brasil, a imagem da mulher como objeto e somente corpo permuta nas rodas de conversa. 

O que precisa acontecer é, as mulheres principalmente, se tornarem ciente da sua capacidade e da sua função como pessoa e não participante de um grupo diferenciado pelo gênero a qual pertence. Assim como revolução na visão da sociedade, também deve haver mudança na forma de ver das próprias mulheres. Pois somente assim poderão entender e lutar para que seus direitos sejam garantidos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Hipocrisia e o feminismo arraigado ao modernismo

Direitos iguais entre homem e mulher não existe. Eu acredito que homens e mulheres têm tipos físicos diferentes, interesses diferentes, desejos diferentes, vontades diferentes. Há coisas que competem aos homens e há coisas que competem as mulheres. Não estou dizendo que é papel do homem trabalhar fora, enquanto a mulher arruma a casa. Pelo contrário, a independência financeira e doméstica deveria ser uma busca para o crescimento pessoal. Saber lavar louça, cozinhar é questão de sobrevivência, assim como pagar suas contas com o seu próprio dinheiro.

Homem não ganha seis meses de licença paternidade. Alistamento militar não é obrigatório para mulheres. Essas coisas são machistas ou feministas? Para mim, são simplesmente diferenças de gêneros.

Você já viu alguma mulher andando sem camisa na rua? No Brasil, até nas praias as mulheres são proibidas de mostrarem as tetas. Opa, não posso falar "teta", pois lembra vaca e é uma ofensa para a mulher ser comparada a vaca. Mas quando um amigo chama o outro de veado é normal.

Essa é outra diferença exorbitante: as mulheres se levam a sério de mais, tem dificuldade de rir de si mesmo. Assisti um vídeo que deu o seguinte exemplo: Se um cara chega para o outro e o chama de broxa, o máximo que acontece é o outro responder “não foi isso que sua mãe achou ontem” e os dois caem na gargalhada. Se uma mulher chega para a outra e chama de gorda, provavelmente, ela vai ficar mal, chorar e nutrir uma mágoa eterna pela mulher que a ofendeu 

Um dos motivos para esta luta entre gêneros, até hoje, existirem são as atitudes das próprias mulheres no dia-a-dia. É muito fácil pagar de feminista na rua, nos protestos, no facebook. Quero ver pagar de feminista quando a conta do restaurante chega. 

Quer andar em um carro legal? Não seja uma maria gasolina que namora um cara só porque tem um carro legal. Trabalhe, ganhe seu dinheiro e compre um carro legal. 

Mulher não só tem o direito como deve sentir orgasmo, afinal, é por isso que nascemos com clitóris. 

A vagina, a bunda são suas, portanto, dê para quem você quiser. Porém, vai ao médico, se cuide antes de sair distribuindo por ai.

Mulher não é proibida de andar com camisinha na bolsa, a responsabilidade da prevenção é de ambos. 

É muito fácil pagar de feminista quando você não paga as suas contas. É muito fácil pagar de feminista e depois sair falando mal da menina que pegou vários caras, assim como há homens que compartilham desse mesmo preconceito com essas mulheres. Como se a mulher que transou com dez caras tivesse menos valor humano do que a mulher que transou com cinco.

Se as feministas não começarem a agir dentro da filosofia que pregam, que acreditam e tantas outras mulheres que vieram antes lutaram para difundir, os esforços serão inúteis. 

Harriet Taylor, Lou Andreas-Salomé, Hannah Arendt e a minha favorita e inspiração na arte de amar, Simone de Beavouir, no final, todos lutamos pela existência de um terceiro gênero: o gênero humano.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Troca com troco

Essa semana por várias vezes um fato me deixou intrigada. A movimentação da cidade devido a campanha eleitoral está visível em cada esquina. É uma reunião de partido aqui, candidato na televisão, o carro de som e peito das pessoas. Mais entre tudo isso o que me chamou atenção foi a quantidade de pessoas balançando a bandeira do seu candidato nas rotatórias da capital.
A pergunta que fica é: será mesmo que esse tipo de ação de campanha consegue trazer algum retorno em questão de voto para aquele candidato?
Vejo que não. Não mesmo. Vejo pessoas que não estão nenhum um pouco contentes com esse serviço. De certo que eles não estão ali obrigados, mais o que há por trás disso?
O político "bonzinho" que conseguiu uma vaga para aquelas pessoas trabalhar, remuneradamente, durante esse período eleitoral com certeza conta com o voto dessas pessoas. Conta com isso porque eles pagam pra essas pessoas trabalharem daquela forma e então subtende-se que elas devem votar nele.
Isso é tão comum que virou aspecto de balanço econômico. Já que o período eleitoral movimenta a economia local. O problema é que essa frequência já faz parte da vida dos políticos da cidade, tanto que antes era os políticos que procuravam as pessoas para trabalhar e hoje em dia, vê-se as pessoas à procura do candidato que paga mais, ou que está contratando.
Uma vergonha isso. Campanha política como objeto de troca por voto. Mais isso é o de menos. Ainda há troca de voto por gasolina ou ainda o que troca por dinheiro mesmo. Também venderia o meu. Afinal dinheiro voltando pro meu bolso. Se vou votar mesmo só eu saberia.

UFTANDO

Entrei na UFT através do Enem, em 2011. Inicialmente, escolhi jornalismo por falta de opção de cursos de humanas que me interessavam. No entanto, ao estudar, conhecer e vivenciar a profissão, me apaixonei. Foi amor à segunda vista. 

Nunca tive ilusões quanto à profissão. Antes de me matricular no curso eu já havia tomado a pílula  vermelha. O salário ruim, o mercado saturado, sem vida pessoal, a notícia é o que interessa, o resto não tem pressa. Jornalista chato que tem opinião pra tudo. Sim, sei disso. Mesmo assim, escolhi viver nessa senzala moderna. 

"Minha filha, isso não dá dinheiro", foi o que minha mãe disse quando entrei no curso de jornalismo na UFT. Não me arrependo. Eu poderia estar roubando, matando me prostituindo, mas estou cursando jornalismo. 

Brincadeiras a parte, a UFT me ensinou o que é diversidade, aceitar a pluralidade, a compreender algo antes de atirar pedra. Conheci pessoas com caráter impecável, mentes brilhantes, amizades que me enriquecem todos os dias. O que falar dos professores? Cada um com o seu jeito peculiar, alguns chatos, mas até os chatos me serviu para enxergar o mundo de forma crítica sem perder a humanidade.

Jornalista pode beber a vontade sem ficar mal visto, é normal, assim como deixar a barba dias sem fazer. Ser um pobre sofredor tem suas vantagens. Levar informação, crítica, oferecer um meio para as pessoas conhecerem o que acontece ao seu redor e exercer a suas cidadania é algo que devemos nos orgulhar, mesmo com todo o capitalismo envolvido. 

Tenho orgulho de ter me tornado uma defensora natural de todo tipo de liberdade. Obrigado UFT.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

As escolhas que nos cabem

As manifestações de junho do ano passado, para mim, foram um fracasso, para outros, uma oportunidade de atualizar as fotos do facebook. "Cada povo tem o governo que escolhe ter". Essa frase de Joseph-Marie Maistre aplica-se facilmente no Brasil. Somos um país democrata, portanto, o poder de escolha dos governantes está nas mãos dos cidadãos.

Em 2011 aconteceu uma revolução na Islândia. O povo fez o governo inteiro se demitir e criaram uma nova constituição para o país. Ressalto que a revolução correu de forma pacífica. Esse acontecimento não foi noticiado na imprensa tradicional, basicamente, somente pela internet pode-se saber da existência dessa revolução. Por que? Porque esse exemplo é perigoso. Pensar é perigoso. Liberta.

O gigante acordou, isso apenas procrastinou o aumento da passagem de ônibus, cedo ou tarde, irá aumentar de novo. A Reforma agrária, a reforma política, as leis que deveriam garantir os direitos humanos como o aborto e o casamento entre homossexuais são deixados em segundo plano ou levam anos para que alguma decisão seja tomada. Enquanto isso, os salários abusivos e benefícios desnecessários e absurdos de políticos, criação excessivas de leis estapafúrdias, sem utilidade alguma para o povo são colocadas em primeiro plano, como a criação de mais benefícios para os políticos que elegemos. 

De nada adianta ser gigante, de nada adianta reclamar atrás de um computador, de nada adianta apoiar um ou outro candidato por ser menos corrupto, se eu continuo a trabalhar 8 horas por dia, 40 horas por semana para ganhar 724 reais por mês. Enquanto isso, o meu semelhante, aquele que deveria servir ao povo do seu país, rouba o dinheiro dos impostos que eu pago. O brasileiro trabalha 3 meses somente para pagar impostos. Conclui-se que estamos satisfeitos com isso, pois "ninguém sabe o que calado quer". 

"O povo merece o governo que tem" porque foi o povo que escolheu seus governantes. A revolução francesa foi feita por camponeses também, não somente pelos iluministas e burgueses. Ser pobre não é sinônimo de incapacidade. Os esclarecidos deveriam ser aqueles que iluminam o caminho dos menos favorecidos. 

O jornalista deveria ser aquele que trabalha a favor do interesse social e não de políticos e grandes corporações. 

O Brasil tornou-se o Coliseu de Roma.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Gestão modelo

Autor desconhecido
            As vezes pode até parecer perseguição, porém não é possível fingir que não se vê o que esta acontecendo em Palmas. Como se já não bastasse o atual cenário político da capital, a população ainda se depara com as atitudes cômicas do atual prefeito.
De brigas pelas redes sociais até a "posse" de uma bairro da capital. Pelo menos foi isso que foi divulgado em um portal de notícias local, usando o discurso direto, com as falas do prefeito quando se referia ao bairro Taquari.
O questionamento a respeito da postura do prefeito por várias vezes é em posto em pauta. Por vezes ele participa de discursos polêmicos e "mal interpretados", como diz ele. 
Quando se pensa em gestão de uma capital é necessário que se pense sempre a frente, pois o que pode-se perceber é que em todas as suas falas, tentam atingir ex e atuais gestores que não estejam do seu lado político.
Acusações desnecessárias, além de debates vazios e sem muito conteúdo proveitoso.
Se quer dar exemplo de boa gestão, mais fácil seria deixar de lado o falatório, principalmente pelo ar sarcástico e irônico de suas falas.
O discurso de que gestor bom é o que está no meio do povo, a meu ver é puro marketing. Fazer pelo povo e deixar as picuinhas pessoais de lado teriam efeito bem maior que ir morar em um bairro menos favorecido com a desculpa de estar mais perto do povo. 

Convite ao acaso

Pintura de Ivã Fernandes
Eu costumava ser retraída, andava cabisbaixa, mas não era a gravidade da Terra se impondo, era o meu medo de ser esmagada pelas pressões sociais. Cresci no interior do Tocantins. Se o Tocantins já é um estado pequeno e esquecido, imagina o seu interior.

Desde pequena sofria com o preconceito. Primeiro por ser estrábica, usar óculos, usar um tampão nos óculos. Depois por ser magra de mais e usar o cabelo curto. Mais tarde por está com 22 anos e nunca ter namorado. Se você é virgem tem que ter pressa para ser descabaçada. Se não é, tem que contar nos dedos os caras com quem transa para não ser puta.

Percebe? Não há um momento na vida em que não sofremos com as pressões sociais, julgamentos, fofocas. Isso faz parte da vida, também faço isso, algumas vezes sem querer. O que eu não me permito é o desrespeito. Se eu sou indelicada com alguém, estou desrespeitando a minha própria humanidade.

Se eu tivesse ouvido um colega de trabalho acerca das minhas vestimentas já teria queimado metade do meu guarda-roupa. Se eu tivesse abaixado a cabeça para todas as críticas da minha família em relação ao meu comportamento, hoje eu seria freira. Se eu tivesse me apegado aos sofrimentos do passado, hoje eu estaria em depressão e o pior: cheia de olheiras!

Só porque eu não xingo não quer dizer que sou contra, o mesmo vale para o álcool, cigarro, fumar maconha ou dar para alguém que acabou de conhecer. Cada um tem a sua vida, cada qual sabe o que é bom e ruim. A terceira lei de Newton nos é ensinada desde crianças. Se você se comporta mal, fica de castigo. Ação e reação ou causa e efeito.

A leitura humaniza. É através dela que conseguimos formar uma opinião própria e conhecimento suficiente para entender determinados comportamentos. Foi por meio dela que comecei a me viver.


Há um tempo resolvi assumir a minha afinidade com o amor livre. Risadas e faces de choque foi o que recebi, isso não me matou. Pelo contrário, senti um alívio estarrecedor. Assumir-se vicia. Se não pode alimentar esse vício, não fure sua bolha.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Lixo Político

Por Taisa Tatielle
Estamos em período eleitoral, então é impossível não perceber isso. Papéis, carros plotados, minirevistas contando a vida do candidato, carros de som. Enfim, é impressionante a capacidade dos gastos políticos. 
A população brasileira já deixou de custear várias cifras de dinheiro com a regularização dos comícios e proibições dos showmícios. 
Shows com artistas nacionais super faturados, e mais ainda a combinação sobre a divisão do dinheiro entre políticos e artistas, foram o estopim para o fim desses absurdos. Atrações para a população, pago por ela, e quem "ganhava" era o candidato que trazia o artista mais renomado.
Foto: Taisa Tatielle
Dentre os tantos gastos dos candidatos, os que intrigam são os "santinhos" e adesivos que as pessoas carregam no peito. Não pelo fato de existirem, mais pelo uso feito deles. 
Um episódio para fazer as pessoas pensarem é o visual do local das reuniões e comícios, como na foto acima. A quantidade de sujeira que fica é tão comum, que nem chama atenção das pessoas que participam e além disso, elas contribuem grandemente para isso. 
O que se pensa a respeito é que os candidatos deveriam se atentar a detalhes que realmente fazem a diferença. Por que de todo jeito eles são responsáveis pela forma de distribuição do seu material de campanha, assim como responsáveis pelos seus coordenadores e demais pessoas que trabalham durante campanha eleitoral. 
Talvez se virasse multa, principalmente pelos papéis que são jogados nas ruas um dia antes da votação, transformando a cidade em um mar de sujeira, não veríamos mais tanto lixo político.

Poluição sonora: políticos são cidadãos e devem cumprir as leis



No Brasil é comum encontrar veículos com aparelhagens de som exageradas, propagando som em volume acima dos 80 decibéis, permitido por lei, por meio do art. 228 do Código de Trânsito Brasileiro. Isso ocorre, principalmente, em época de eleições. 


Usar carro de som é um fator que influencia no meu voto. Esse tipo de publicidade perturba escolas, hospitais, repartições públicas, sono de crianças pequenas, bibliotecas e tantas outras atividades. Como se isso não bastasse, aciona alarmes de veículos estacionados e causa vibração de janelas próximas por onde esses carros de som passam. 


A baixa velocidade que esses veículos se deslocam nas ruas também é um incômodo. Mesmo em horários de maior movimento no trânsito, encontramos os carros de som, seja propaganda política ou de lojas. 

Com tantos recursos para divulgar uma candidatura, chega a ser desrespeito à população utilizar este meio que causa uma poluição sonora exorbitante. Parece-me até que os candidatos disputam para ver quem consegue colocar o volume mais alto. Essa é só mais uma das peripécias que maculam a política no estado.

  • A poluição sonora é considerada crime (art. 54, da Lei 9.605/97) ou contravenção (art. 42, III, da Lei das Contravenções Penais), dependendo das peculiaridades do caso.
  • Além disso, é proibida pela Resolução n. 01/90, do Conselho Nacional do Meio Ambiente, pela Resolução n. 204/06, do Conselho Nacional de Trânsito, pelo Código Civil e outras normas legais.
  

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Macro investimento, micro resultado

Por Taisa Tatielle

Há alguns dias a prefeitura de Palmas tem feito algumas ações de “embelezamento” da capital, como a pintura dos meios fios. Essas ações foram percebidas pela população por que tiveram que pegar desvios, devido à interdição das ruas para que se fossem feitos recapeamentos das ruas e avenidas da cidade.
Foto: Valerio Zelaya
O questionamento é a respeito do investimento e qualidade no serviço dessas ações, principalmente nos recapeamentos. Segundo informações da própria prefeitura, mais de 15 (quinze) milhões de reais foram investidos e com parceria do governo estadual para essas obras de microrevestimento.
Porém o macro investimento já pode ser percebido. Após menos de um mês após o recapeamento de uma das principais avenidas da cidade, a Teotônio Segurado, alguns trechos já apresentam problemas. Essas áreas recapeadas mostram que a qualidade no serviço não é uma das prioridades das obras.
Que fique claro que as obras são investimentos feitos pela própria população, através do pagamento dos impostos, como IPVA e outros tributos pagos à prefeitura.
Talvez a impaciência da população, em não aguardar até secagem completa do trecho recapado, seja um dos motivos para aparição tão rápida de problemas com o serviço. Ou então possa ser que os materiais utilizados sejam de qualidade inferior – o que não condiz com o valor investido - ao necessário para uma obra que dure no mínimo até as próximas chuvas. Ou até mesmo as duas opções. 

Foto: Taisa Tatielle
Enquanto não se pode comprovar o que realmente ocorre por traz de tantas licitações, terceirizações, e obras que precisam ser refeitas no prazo mínimo esperado, resta conviver com essas obras que visitam a capital com certa frequência. Até que seria um quesito positivo se essas obras fossem obras novas, em serviços diferentes. E não nos mesmos, que precisam ser refeitos. Um dinheiro gasto várias vezes com a mesma coisa, sendo que esse poderia ser utilizado em tantas outras áreas que precisam.

sábado, 16 de agosto de 2014

TolerÂnsia


Foto: Anderson de Souza

“Eu não volto mais naquele lugar cheio de macumba”.  Este foi o comentário de uma acadêmica de jornalismo da UFT depois de visitar a propriedade da dona Romana (foto), que constrói esculturas de pedras a pedido dos espíritos, em Natividade-TO.

Esse episódio me trouxe a tona o assunto laicidade, em especial no meio educacional. As escolas e universidades deveriam ser espaços onde esses universos culturais se encontram, local onde esses conflitos deveriam ser desarmados.

A universidade deveria discutir e pensar na possibilidade de não se ter ou não acreditar em uma religião, sem, no entanto, combate-la. É inconcebível uma futura jornalista fazer um comentário tão preconceituoso, uma vez que o princípio ético da sua profissão é a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

No entanto, não adianta cobrar tolerância se o próprio Estado não cumpre a sua constituição. Muitas pessoas ainda confundem Estado Laico com Estado sem religião ou contra a religião, quando, na verdade, consiste na neutralidade do estado, liberdade religiosa e o respeito ao pluralismo.

Peço que não confundam “laicidade” com “laicismo”. Este último é a doutrina do antirreligioso, enquanto que a laicidade tem a base no respeito ao princípio da separação do poder público e administrativo do Estado e do poder religioso.

Com a aquisição de conhecimentos deveríamos nos tornar tolerantes colocando o respeito acima de qualquer preconceito e nos livrar de ideologias obtusas.

Na última quarta-feira, 14, foi inaugurada a praça da 308 sul que possui a imagem de Nossa Senhora de Fátima e 11 painéis sacros. A construção da praça foi uma parceria entre a prefeitura e a Foz|Saneatins. Mais um local para o turismo religioso, este foi o argumento da prefeitura para o financiamento .

Seguindo essa lógica, que se construa uma praça em homenagem ao espiritismo, ao protestantismo, ao candomblé. Vamos tornar Palmas diferente seguindo o que diz a Constituição Brasileira. Somos um Estado laico.