Entrei na UFT através do Enem, em 2011. Inicialmente, escolhi jornalismo por falta de opção de cursos de humanas que me interessavam. No entanto, ao estudar, conhecer e vivenciar a profissão, me apaixonei. Foi amor à segunda vista.
Nunca tive ilusões quanto à profissão. Antes de me matricular no curso eu já havia tomado a pílula vermelha. O salário ruim, o mercado saturado, sem vida pessoal, a notícia é o que interessa, o resto não tem pressa. Jornalista chato que tem opinião pra tudo. Sim, sei disso. Mesmo assim, escolhi viver nessa senzala moderna.
"Minha filha, isso não dá dinheiro", foi o que minha mãe disse quando entrei no curso de jornalismo na UFT. Não me arrependo. Eu poderia estar roubando, matando me prostituindo, mas estou cursando jornalismo.
Brincadeiras a parte, a UFT me ensinou o que é diversidade, aceitar a pluralidade, a compreender algo antes de atirar pedra. Conheci pessoas com caráter impecável, mentes brilhantes, amizades que me enriquecem todos os dias. O que falar dos professores? Cada um com o seu jeito peculiar, alguns chatos, mas até os chatos me serviu para enxergar o mundo de forma crítica sem perder a humanidade.
Jornalista pode beber a vontade sem ficar mal visto, é normal, assim como deixar a barba dias sem fazer. Ser um pobre sofredor tem suas vantagens. Levar informação, crítica, oferecer um meio para as pessoas conhecerem o que acontece ao seu redor e exercer a suas cidadania é algo que devemos nos orgulhar, mesmo com todo o capitalismo envolvido.
Tenho orgulho de ter me tornado uma defensora natural de todo tipo de liberdade. Obrigado UFT.

Bacana Francisca. Você leva jeito para cronista. É só continuar escrevendo. Vá em frente. Gostei de sua abordagem sobre o tema: você e a UFT. Cada aluno com uma história, cada história com segredos e detalhes que revelam a diversidade do mundo universitário. Parabéns pelo texto.
ResponderExcluir