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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

UFTANDO

Entrei na UFT através do Enem, em 2011. Inicialmente, escolhi jornalismo por falta de opção de cursos de humanas que me interessavam. No entanto, ao estudar, conhecer e vivenciar a profissão, me apaixonei. Foi amor à segunda vista. 

Nunca tive ilusões quanto à profissão. Antes de me matricular no curso eu já havia tomado a pílula  vermelha. O salário ruim, o mercado saturado, sem vida pessoal, a notícia é o que interessa, o resto não tem pressa. Jornalista chato que tem opinião pra tudo. Sim, sei disso. Mesmo assim, escolhi viver nessa senzala moderna. 

"Minha filha, isso não dá dinheiro", foi o que minha mãe disse quando entrei no curso de jornalismo na UFT. Não me arrependo. Eu poderia estar roubando, matando me prostituindo, mas estou cursando jornalismo. 

Brincadeiras a parte, a UFT me ensinou o que é diversidade, aceitar a pluralidade, a compreender algo antes de atirar pedra. Conheci pessoas com caráter impecável, mentes brilhantes, amizades que me enriquecem todos os dias. O que falar dos professores? Cada um com o seu jeito peculiar, alguns chatos, mas até os chatos me serviu para enxergar o mundo de forma crítica sem perder a humanidade.

Jornalista pode beber a vontade sem ficar mal visto, é normal, assim como deixar a barba dias sem fazer. Ser um pobre sofredor tem suas vantagens. Levar informação, crítica, oferecer um meio para as pessoas conhecerem o que acontece ao seu redor e exercer a suas cidadania é algo que devemos nos orgulhar, mesmo com todo o capitalismo envolvido. 

Tenho orgulho de ter me tornado uma defensora natural de todo tipo de liberdade. Obrigado UFT.

Um comentário:

  1. Bacana Francisca. Você leva jeito para cronista. É só continuar escrevendo. Vá em frente. Gostei de sua abordagem sobre o tema: você e a UFT. Cada aluno com uma história, cada história com segredos e detalhes que revelam a diversidade do mundo universitário. Parabéns pelo texto.

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