Nós da geração "Y"
estamos fadados à dependência tecnológica. Que isso é um grande avanço nos
processos da sociedade, é fato. Mas por trás disso há uma preocupação de alguns
especialistas sobre a extinção do convívio social.
Anteriormente as pessoas se
encontravam, conversavam, se divertiam e tudo isso sem usar aparelhos
eletrônicos e redes sociais. Hoje as pessoas mesmo quando se encontram
pessoalmente não abrem mão do aparelho.
Há
pessoas que dizem que isso é questão de educação, deixar o celular de lado e
apreciar o contato pessoal. Há outros que dizem que é um vício e que muitos
momentos do mundo real são perdidos em função do mundo virtual. A frase: a
internet veio para aproximar quem está longe e afastar quem está perto, tem as
suas razões.
Esse
assunto me veio a mente por ter tido um encontro de amigos tão prazeroso nesse
final de semana, que por uma tarde inteira, deixamos de lado todas as conexões
com as redes sociais para um interação simples.
Há alguns dias que tinha me
deixado viciar nesse mundo. O último sábado foi capaz de provar que é possível
sim, sem nenhum problema, interagir e se divertir LONGE dos smartphones. Não tirando a
importância desses aparelhos. Mas já presenciei muitas cenas desconfortantes,
ocasionadas por essa dependência que as pessoas criam em torno das redes
sociais.
Podem-se citar questões nas
quais as pessoas se sentem mais a vontade ao expressar seus sentimentos e
opiniões pela internet, se "escondendo" atrás da tela do celular ou
computador.
Outras
questões ligadas ao bullying cibernético. Pra mim também era novidade. Mais
acontece, das pessoas ser chacoteada por não estar 24 h conectada. Estranho é
quem não está online sempre. Vou continuar estranha então, porque em boa parte
das minhas horas vagas, a conexão fica desligada. Ainda não me entreguei
totalmente ao vício, e prefiro muito mais conversar pessoalmente com os amigos
do que encontrá-los em salas de bate papo.





