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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Geração Smartphones

Nós da geração "Y" estamos fadados à dependência tecnológica. Que isso é um grande avanço nos processos da sociedade, é fato. Mas por trás disso há uma preocupação de alguns especialistas sobre a extinção do convívio social.
Anteriormente as pessoas se encontravam, conversavam, se divertiam e tudo isso sem usar aparelhos eletrônicos e redes sociais. Hoje as pessoas mesmo quando se encontram pessoalmente não abrem mão do aparelho.

Há pessoas que dizem que isso é questão de educação, deixar o celular de lado e apreciar o contato pessoal. Há outros que dizem que é um vício e que muitos momentos do mundo real são perdidos em função do mundo virtual. A frase: a internet veio para aproximar quem está longe e afastar quem está perto, tem as suas razões.
Esse assunto me veio a mente por ter tido um encontro de amigos tão prazeroso nesse final de semana, que por uma tarde inteira, deixamos de lado todas as conexões com as redes sociais para um interação simples.
Há alguns dias que tinha me deixado viciar nesse mundo. O último sábado foi capaz de provar que é possível sim, sem nenhum problema, interagir e se divertir LONGE dos smartphones. Não tirando a importância desses aparelhos. Mas já presenciei muitas cenas desconfortantes, ocasionadas por essa dependência que as pessoas criam em torno das redes sociais. 
Podem-se citar questões nas quais as pessoas se sentem mais a vontade ao expressar seus sentimentos e opiniões pela internet, se "escondendo" atrás da tela do celular ou computador. 
Outras questões ligadas ao bullying cibernético. Pra mim também era novidade. Mais acontece, das pessoas ser chacoteada por não estar 24 h conectada. Estranho é quem não está online sempre. Vou continuar estranha então, porque em boa parte das minhas horas vagas, a conexão fica desligada. Ainda não me entreguei totalmente ao vício, e prefiro muito mais conversar pessoalmente com os amigos do que encontrá-los em salas de bate papo.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

O FUTURO PRESENTE

Querida bisavó, estou escrevendo esta carta para que saiba um pouquinho como está o mundo que a senhora me deixou. Bem, assalto virou moda. As pessoas que nunca foram assaltadas sofrem bullying.

Heróis são as pessoas que conseguem sobreviver morando em casas, apesar de que essas casas são bem mais protegidas que as prisões. Um dia, um assaltante entrou aqui em casa e teve que fazer chamada via Skype para meus pais perguntando como ele saía.

Certa vez, encontrei um objeto de papel cheio de nomes e seus significados. Minha mãe disse que era um dicionário e me mostrou uma palavra que não existe mais no idioma português. SAUDADE. Depois de ler o significado acho que é por saudade que lhe escrevo. Talvez essa palavra tenha caído em desuso porque não temos mais contato físico com os outros.

Ainda lembro-me daquela vez, antes da senhora ser levada, em que me mostrou uma coisa calorosa, foi a primeira vez que eu me senti protegido, mesmo com todos os aparatos de segurança em casa eu não me sinto assim. A senhora colocou os braços ao redor de mim e encostou minha cabeça em seu coração.

Eu não sei o porquê da minha mãe preferir uma tela ao meu rosto, o que eu sei é que esse mundo de agora é bem diferente do seu.

Estou com 15 anos agora e, finalmente, aprendi a andar! Isso é muito bom, deveriam ensinar a gente isso antes. Mas minha mãe disse que não há necessidade disso já que passamos 24 horas sentados ou deitados. “Só precisamos das mãos para usar os dispositivos tecnológicos”.

Descobri o que é pôr-do-sol, finalmente. Mas não conseguimos enxergar mais. Além do horizonte agora são as janelas dos edifícios que dão visão para a janela do edifício vizinho. Até no mar está difícil trafegar por causa da poluição. O último rio foi afogado também, porque precisávamos de mais energia.

Bem, é isso bisa, espero que tenha gostado do meu relato. Minha mãe diz que eu não devo escrever para a senhora porque as pessoas velhas não têm mais forças para oferecer ao mundo, mas, sabe bisa, isso não importa. Vou aproveitar enquanto ainda tenho força e dividir um pouquinho com a senhora.

Com carinho real,

Seu bisneto.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Extinção da raça humana

Uma vez ouvi dizer que o grande problema da humanidade são os seres humanos. Outra vez ouvi ainda que somente a extinção de todos eles poderia salvar o planeta. Isso inclui tudo. Salvar as próprias pessoas de si mesmo, os animais, as florestas, as organizações políticas e empresariais do país e do mundo.
Uns dizem que o grande problema da humanidade é a educação. Outros dizem que a tomada de consciência das boas práticas de ética, cidadania, da ideia de democracia, das formas de organização de poder e do fim do jogos de interesse são o único caminho para a sobrevivência da humanidade.
Certa vez publiquei aqui um texto sobre o lixo que as campanhas políticas estavam produzindo desordenadamente. Fato. Mais esse lixo por si só não se joga na rua, nas calçadas e estações de ônibus. São as pessoas que jogam. Sejam elas as pessoas que distribuem ou as pessoas que recebem.
Uma vez, ao ser abordada por um distribuidor de panfletos, me recusei a receber. Não era de políticos, era propaganda de empresas locais. O entregador fez uma cara não muito boa pra mim. Mais ficou muito feliz com a pessoa a minha frente que recebeu, só que ele não viu que essa pessoa jogou o papel no chão.
Outra vez recebi e depositei em uma lixeira. Outra vez fui surpreendida pela expressão do entregador (não era o mesmo).
Difícil entender o porque que, até com várias lixeiras disponíveis e alcançáveis (precisa nem levantar muito o braço para alcançar) as pessoas não utilizam. A estação de ônibus que eu passo todos os dias pela manhã e a noite, não fica sem sujeira mesmo tendo uma pessoa que faz a limpeza por lá todos os dias.

Todos os dias essa estação amanhece suja, cheia de panfletos de todos os meios possíveis jogados no chão.
Estudiosos já diziam que seria necessário a tomada de consciência para que as pessoas tomassem atitudes aceitáveis para uma convivência saudável.
Mais vejo que consciência as pessoas tem. Só não usam. Mas sabem o que fazem, e sabem as consequências. Mais o fato é que as atitudes não mudam com essa conscientização. Assim como sabem que a distribuição de poder atual não resolve os problemas da sociedade. Ainda assim o acomodo permanece e a própria raça humana padece.


Política sem Polis: O dicionário que nos guia

O fazer político do Brasil é algo que eu não consigo entender, tampouco me acomodar a ele. Particularmente, eu acho política fascinante. No entanto, o que chamam de política aqui não passa de uma distorção que originou a calamidade em que nos encontramos hoje.


Política é duelo de ideias. Ataques pessoais são feitos por pessoas que não possuem capacidade de argumentar, quanto mais governar uma nação.

O cenário das disputas políticas deve ser o primeiro local onde impera o respeito à opinião de quem pensa diferente. Os debates políticos se tornaram mais nocivos para crianças do que o sexo explícito nas novelas.

O meu Brasil ideal será quando a política focará em projetos concretos de governo e não em campanhas agressivas ao adversário. Mas isso não é um problema exclusivo da política. Nas mais variadas áreas sofremos com os interesses de corporações acima da ética, acima da responsabilidade social.

Quando o respeito pela democracia estiver acima do egoísmo e da sede insaciável por dinheiro, poderei ter esperança de viver em uma nação. Ao invés de gastarem tempo mostrando o quanto os seus adversários são ruins, deveriam gastar tempo mostrando o quanto suas ideias são boas.


Política se faz por meio de estratagemas e propostas viáveis para chegar ao poder. Talvez o dicionário dos políticos brasileiros necessite de algumas atualizações. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

UFT pelos meus olhos

Minha historia com a UFT começou em 2011, quando decidi fazer um curso superior. A dúvida era qual curso fazer. Dentre as possibilidades o que mais tinha a ver comigo era jornalismo. Não pelo fato de querer ser repórter ou especificamente o jornalismo. Mais por ser um elemento dentro da área de comunicação, que é o que realmente me atrai. Sai de uma formação na área de eventos na antiga ETF - Escola Técnica Federal, atualmente IFTO - Instituto Federal de Ciência e Tecnologia, e decidi fazer comunicação social com habilitação em jornalismo.
Varias vezes pensei em desistir, pois não conseguia me adequar aos tantos critérios do curso. Mais percebi que era falha minha, e somente eu poderia mudar isso, independentemente do curso que eu fosse fazer. Então decidi continuar. E ainda com algumas dificuldades permaneço e tenho certeza que chegarei a formação.
Realmente não tenho muito que dizer da UFT, chego na hora da aula e saio ao final dela. O caminho entre o hall da biblioteca e a uai eu conheço bem. Alguns poucos blocos por onde também só faço passagem. Assim como minha vida na Universidade, só de passagem. Uma vivência única e cheia de histórias pra contar.
As amizades que eu fiz - ou aqueles que um dia me verão na rua e nem me reconhecerão -; as milhares de risadas que dei, essa parte será a que mais sentirei falta; as coisas que aprendi, esqueci e aprendi de novo; ás vezes que me calei por ser ignorante ao ponto de desconhecer determinado assunto (isso que eu nunca conseguirei mudar) e por fim aprendi que nunca saberei o suficiente. 
UFT marcou minha vida, pois é lá que finalizo os meus dias e onde passo boa parte das minhas noites durante esse tempo (maior que o esperado) que estou por lá. E foi lá também que deixei florescer minha paixão por atividade publicitária, que estava bem guardada assim como minha paixão por fotografia. 

Frágeis, do lar e consumistas

Frágeis, do lar e consumistas. A visão global sobre as mulheres é essa. Mesmo com a evolução de tantos aspectos, ainda assim há desrespeito dos direitos iguais das mulheres. Relacionando os assuntos, há alguns dias minha filha de três anos, apareceu com uma informação da qual eu nem imaginava que era possível pensar. "Mamãe azul é de menino, rosa é de menina". Foi o que ela disse. Investiguei e as práticas da creche onde ela passa o dia, não ensinam isso. Pelo contrário, ensinam a igualdade. Até mesmo que meninos também podem brincar de boneca se quiserem. 
Isso já é uma grande mudança. Pois eu mesma aprendi na escola primária essas diferenças de gênero. A imagem da mulher foi construída de tal forma, que eu mesma já vi mulheres que se aproveitam dessa imagem de fragilidade para seu benefício próprio. 
Ainda não foi de forma igualitária que as mulheres passaram a entender o seu papel na sociedade sem se submeter a ninguém. 
Por trás das várias campanhas publicitárias de roupas, sapatos, e principalmente cerveja traduzem um papel generalista e machista da mulher. De forma geral, mais principalmente no Brasil, a imagem da mulher como objeto e somente corpo permuta nas rodas de conversa. 

O que precisa acontecer é, as mulheres principalmente, se tornarem ciente da sua capacidade e da sua função como pessoa e não participante de um grupo diferenciado pelo gênero a qual pertence. Assim como revolução na visão da sociedade, também deve haver mudança na forma de ver das próprias mulheres. Pois somente assim poderão entender e lutar para que seus direitos sejam garantidos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Hipocrisia e o feminismo arraigado ao modernismo

Direitos iguais entre homem e mulher não existe. Eu acredito que homens e mulheres têm tipos físicos diferentes, interesses diferentes, desejos diferentes, vontades diferentes. Há coisas que competem aos homens e há coisas que competem as mulheres. Não estou dizendo que é papel do homem trabalhar fora, enquanto a mulher arruma a casa. Pelo contrário, a independência financeira e doméstica deveria ser uma busca para o crescimento pessoal. Saber lavar louça, cozinhar é questão de sobrevivência, assim como pagar suas contas com o seu próprio dinheiro.

Homem não ganha seis meses de licença paternidade. Alistamento militar não é obrigatório para mulheres. Essas coisas são machistas ou feministas? Para mim, são simplesmente diferenças de gêneros.

Você já viu alguma mulher andando sem camisa na rua? No Brasil, até nas praias as mulheres são proibidas de mostrarem as tetas. Opa, não posso falar "teta", pois lembra vaca e é uma ofensa para a mulher ser comparada a vaca. Mas quando um amigo chama o outro de veado é normal.

Essa é outra diferença exorbitante: as mulheres se levam a sério de mais, tem dificuldade de rir de si mesmo. Assisti um vídeo que deu o seguinte exemplo: Se um cara chega para o outro e o chama de broxa, o máximo que acontece é o outro responder “não foi isso que sua mãe achou ontem” e os dois caem na gargalhada. Se uma mulher chega para a outra e chama de gorda, provavelmente, ela vai ficar mal, chorar e nutrir uma mágoa eterna pela mulher que a ofendeu 

Um dos motivos para esta luta entre gêneros, até hoje, existirem são as atitudes das próprias mulheres no dia-a-dia. É muito fácil pagar de feminista na rua, nos protestos, no facebook. Quero ver pagar de feminista quando a conta do restaurante chega. 

Quer andar em um carro legal? Não seja uma maria gasolina que namora um cara só porque tem um carro legal. Trabalhe, ganhe seu dinheiro e compre um carro legal. 

Mulher não só tem o direito como deve sentir orgasmo, afinal, é por isso que nascemos com clitóris. 

A vagina, a bunda são suas, portanto, dê para quem você quiser. Porém, vai ao médico, se cuide antes de sair distribuindo por ai.

Mulher não é proibida de andar com camisinha na bolsa, a responsabilidade da prevenção é de ambos. 

É muito fácil pagar de feminista quando você não paga as suas contas. É muito fácil pagar de feminista e depois sair falando mal da menina que pegou vários caras, assim como há homens que compartilham desse mesmo preconceito com essas mulheres. Como se a mulher que transou com dez caras tivesse menos valor humano do que a mulher que transou com cinco.

Se as feministas não começarem a agir dentro da filosofia que pregam, que acreditam e tantas outras mulheres que vieram antes lutaram para difundir, os esforços serão inúteis. 

Harriet Taylor, Lou Andreas-Salomé, Hannah Arendt e a minha favorita e inspiração na arte de amar, Simone de Beavouir, no final, todos lutamos pela existência de um terceiro gênero: o gênero humano.