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| Foto: Anderson de Souza |
“Eu não volto mais naquele lugar cheio de macumba”. Este foi o comentário de uma acadêmica de jornalismo da UFT depois de visitar a propriedade da dona Romana (foto), que constrói esculturas de pedras a pedido dos espíritos, em Natividade-TO.
Esse
episódio me trouxe a tona o assunto laicidade, em especial no meio educacional.
As escolas e universidades deveriam ser espaços onde esses universos culturais
se encontram, local onde esses conflitos deveriam ser desarmados.
A
universidade deveria discutir e pensar na possibilidade de não se ter ou não
acreditar em uma religião, sem, no entanto, combate-la. É inconcebível uma
futura jornalista fazer um comentário tão preconceituoso, uma vez que o
princípio ético da sua profissão é a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
No
entanto, não adianta cobrar tolerância se o próprio Estado não cumpre a sua
constituição. Muitas pessoas ainda confundem Estado Laico com Estado sem
religião ou contra a religião, quando, na verdade, consiste na neutralidade do
estado, liberdade religiosa e o respeito ao pluralismo.
Peço
que não confundam “laicidade” com “laicismo”. Este último é a doutrina do
antirreligioso, enquanto que a laicidade tem a base no respeito ao princípio da
separação do poder público e administrativo do Estado e do poder religioso.
Com a aquisição de conhecimentos deveríamos nos tornar tolerantes colocando o respeito acima de qualquer preconceito e nos livrar de ideologias obtusas.
Com a aquisição de conhecimentos deveríamos nos tornar tolerantes colocando o respeito acima de qualquer preconceito e nos livrar de ideologias obtusas.
Na
última quarta-feira, 14, foi inaugurada a praça da 308 sul que possui a imagem
de Nossa Senhora de Fátima e 11 painéis sacros. A construção da praça foi uma
parceria entre a prefeitura e a Foz|Saneatins. Mais um local para o turismo religioso, este foi o argumento da prefeitura para o financiamento .
Seguindo
essa lógica, que se construa uma praça em homenagem ao espiritismo, ao
protestantismo, ao candomblé. Vamos tornar Palmas diferente seguindo o que diz
a Constituição Brasileira. Somos um Estado laico.

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